• Para Fifa, 5 dos 12 estádios para a Copa estão atrasados

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    A Fifa acredita que há risco de atraso nas obras de construção ou reforma de cinco dos doze estádios que serão utilizados na Copa do Mundo de 2014. A informação consta de um documento da entidade ao qual teve acesso o jornal Folha de S. Paulo. De acordo com reportagem publicada na edição de terça-feira, dia 15, do diário, a principal preocupação é com o estádio de Natal, cuja situação foi qualificada como de "alto risco" - a Fifa considera muito provável que ele não esteja pronto antes de dezembro de 2013, prazo de entrega exigido pela entidade para as sedes do Mundial. A situação dos estádios de Manaus e de Cuiabá foi qualificada como de "médio risco", enquanto Curitiba e Porto Alegre aparecem sob "baixo risco".

    Segundo a avaliação realizada pela Fifa - a partir de visitas às sedes e relatórios das construtoras -, o único estádio com as obras dentro do prazo é o de Fortaleza. O documento assinala que 65% das obras na capital cearense já foram concluídas e que também marcham em bom ritmo as do estádio de Salvador (58%). As construções mais atrasadas são as das arenas de Porto Alegre (4%), Curitiba (12%) e Natal (15%), com a ressalva que nas duas primeiras cidades começaram depois por problemas burocráticos, mas marcham em um ritmo mais rápido que as da capital potiguar. A Copa de 2014 também será disputada no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife e Brasília. O documento da Fifa, de 83 páginas, é datado de 1º de maio.

    Divergências

    Conforme o relatório, a situação é ainda mais crítica para a Copa das Confederações, que será disputada em junho de 2013. Três dos quatro estádios até agora confirmados para a Copa das Confederações podem não estar prontos antes de dezembro de 2012, para quando é exigida sua entrega. Enquanto o estádio de Fortaleza não provoca preocupação, as obras no Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte são consideradas de "médio risco" para essa competição. A Fifa ainda não escolheu os outros dois estádios do torneio. Estão na briga o Recife, cujo estádio, segundo o documento, dificilmente estará concluído a tempo, e Salvador, cuja situação foi qualificada como de "baixo risco". No texto, a Fifa se queixa da burocracia e do 'excesso de politização' dos processos no Brasil.

    O documento elogia a disposição do governo para acelerar as obras. O conteúdo do relatório é divulgado uma semana depois da reunião entre representantes do Brasil e a cúpula da Fifa, na sede da entidade, em Zurique. Na ocasião, os cartolas afinaram o discurso com o Comitê Organizador Local (COL) e o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, após várias divergências. Aldo, aliás, repetiu várias vezes nos últimos meses - inclusive num encontro com parlamentares no Congresso - que os atrasos nas obras são "só uma impressão" da população. No encontro foi decidido, por exemplo, que o governo federal contará a partir deste mês com um representante no COL do Mundial de 2014 para acompanhar melhor os preparativos para o evento.

    Com informações da agência EFE

 
  • Keane estreia no topo da parada inglesa pela quinta vez seguida

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    "Strangeland", quinto álbum do grupo inglês Keane, estreou em primeiro lugar na parada inglesa, de acordo com o site da revista "Billboard". Todos os trabalhos do grupo ficaram em primeiro na semana de lançamento.

    O primeiro CD a liderar foi "Hopes and Fears", de 2004. Eles ficaram em primeiro também com "Under The Iron Sea", em 2006. "Perfect Symmetry" (2008) e "Night Train" (2010) completaram a sequência. "Strangeland" vendeu 48 mil cópias em uma semana.

    Com informações do portal G1

 
  • Brasileiro quer retorno alto sem riscos

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    Se não quiserem correr riscos, os investidores brasileiros terão de se adaptar à nova realidade do país, de menores retornos financeiros. A opinião é do diretor e responsável pela Franklin Templeton Investments no Brasil, Heitor de Souza Lima, ao analisar a Pesquisa Global de Opinião dos Investidores feita pela empresa. "Diante de um novo panorama de juros baixos, o brasileiro vai viver um dilema: ou aumenta os riscos ou reduz a expectativa de retorno."

    De acordo com o levantamento, o brasileiro tem uma das maiores expectativas de retorno do mundo, mas é um dos menos propensos a ter perda nas aplicações: 48% dos investidores do país esperam obter retorno entre 5% e 15%, o que Lima classifica de "relevante". Outros 30% acreditam que obterão um retorno de 15% a 25%. "Esse retorno alto é muito advindo do que o país teve nos últimos anos. Porém, é uma situação que não vai se repetir daqui para frente."

    Há, no entanto, outro dado relevante no estudo. São poucos os brasileiros investidores. O resultado aponta que 33% não têm qualquer tipo de investimento, 29% têm imóveis e 7,7% investem em renda variável. "Com esse aumento da classe C, você começa a ter pessoas preocupadas com suas aposentadorias, por exemplo. Tudo isso parte do aumento da renda da população e houve um inequívoco avanço nesse aspecto." afirmou Lima.

    Lima observou que a importância que o investidor dá é para o retorno garantido, ou seja, não está disposto a perder dinheiro. "Isso acontece porque, até hoje, o investidor brasileiro tem surfado essa onda de juros reais altos e conseguia ter um retorno bem razoável, com pouquíssimo risco."

    O panorama do país está mudando e os investidores precisam adaptar suas expectativas. "Os juros tendem a ser certamente mais baixos do que foram no passado. Os retornos também serão menores. A própria poupança, que dava o retorno sem risco, já não dá mais o mesmo retorno", afirmou o executivo.

    Otimismo

    Na pesquisa, 22% dos aplicadores brasileiros declararam-se extremamente otimistas; 23% muito otimistas; 18% otimistas; 26% neutros; e 6% um pouco pessimistas em relação à perspectiva econômica do país nos próximos três anos. "O brasileiro é um dos mais otimistas, muito por conta da boa performance da economia brasileira dos últimos anos. E é natural que o investidor na Europa, por exemplo, seja mais pessimista que o do Brasil", disse Lima.

    A pesquisa da Franklin Templeton apontou ainda que os brasileiros não se entusiasmam tanto com o investimento internacional. Questionados sobre onde aplicariam se tivessem de escolher um só lugar, a maioria (74%) respondeu o próprio país. "Esse investimento fora do país para pessoas físicas é possível através de fundos multimercados que investem até 20% fora, mas ainda é um porcentual baixo que é utilizado para isso, então os próprios gestores vão ter de aprender como fazer isso se quiserem ampliar o cardápio de investimentos", declarou Lima.

    Foram entrevistados 20.623 investidores de 19 países: Brasil, Chile, México, Canadá, Estados Unidos, Austrália, China, Japão, Hong Kong, Índia, Malásia, Coreia do Sul, Cingapura, Bélgica, França, Alemanha, Itália, Polônia e Reino Unido. As entrevistas foram feitas entre 30 de janeiro e 13 de fevereiro, com exceção do Canadá, onde a pesquisa foi realizada de 02 a 08 de março.

    Com informações da Agência Estado

 
  • População e consumismo ameaçam o planeta, alerta estudo do WWF

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    A crescente população mundial e o consumismo ameaçam a saúde do planeta, alerta a organização ambientalista Fundo Mundial para a Natureza (WWF), que divulgou relatório sobre a saúde da Terra na terça-feira, dia 15.

    A demanda por recursos naturais se tornou insustentável e exerce uma pressão "tremenda" sobre a biodiversidade do planeta, destaca a organização. A pesquisa citou o Qatar como o país com a maior pegada ecológica, seguido dos vizinhos Kuwait e dos Emirados Árabes Unidos.

    A pegada ecológica é um instrumento de medição do uso de recursos naturais. Quanto menor é a pegada ecológica de uma nação, melhor é o uso que ela faz de seus recursos naturais.

    Dinamarca e Estados Unidos completam o ranking dos cinco primeiros, segundo cálculo com base na comparação de fontes renováveis consumidas contra a capacidade de regeneração do planeta. Foram levados em consideração nesta pontuação a área construída (urbanizada), a pesca, o uso das florestas, pecuária, emissões e área de cultivo.

    O Brasil, segundo o ranking do WWF, está na 56º posição, com uma pegada ecológica de 2,9 hectares globais por habitante, bem próxima à média mundial, que é 2,7 hectares globais por habitante.

    Impacto

    De acordo com o estudo, "se todos vivessem como um morador típico dos EUA, seriam necessários quatro planetas Terra para regenerar a demanda anual da humanidade imposta à natureza". O WWF afirma ainda que "se a humanidade vivesse como um habitante comum da Indonésia (com uma pegada aproximada de 1 hectare global por habitante), apenas 2/3 da biocapacidade do planeta seriam consumidos.

    O relatório "Planeta Vivo" revelou que países de alta renda têm uma pegada ecológica em média cinco vezes maior do que a de países de baixa renda. Segundo a pesquisa, a pegada ecológica dobrou de tamanho em todo o planeta desde 1966.

    "Estamos vivendo como se tivéssemos um planeta extra à nossa disposição", disse Jim Leape, diretor-geral do WWF Internacional. "Estamos usando 50% mais recursos do que a Terra pode produzir de forma sustentável e a menos que mudemos o curso, este número crescerá rápido. Em 2030, mesmo dois planetas não serão suficientes", acrescentou.

    Com informações do portal G1

 
  • Implante de retina poderá devolver a visão para cegos

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    Cientistas da Universidade Stanford, na Califórnia (EUA), criaram um sistema que pode, no futuro, devolver a visão para pessoas que sofreram degeneração da retina. Trata-se de um chip implantado abaixo da retina que funciona em conjunto com um par de óculos equipado com câmera e um computador de bolso para processar as imagens. O estudo foi publicado no periódico Nature Photonics.

    Dispositivo

    Para fazer isso, os cientistas liderados pelo professor de oftalmologia Daniel Palanker criaram um implante para a retina que funciona como uma espécie de painel solar, transformando luz em corrente elétrica. "Mas em vez de a eletricidade gerada pelo painel ser usada para fazer uma geladeira funcionar, ela vai direto para a retina." O objetivo de cientistas é fazer com que os sinais visuais captados pelo implante alcancem então o cérebro, restaurando a visão. O sistema funcionou em ratos de laboratório, mas ainda não foi testado em humanos.

    Esse pequeno 'painel solar', do tamanho de uma ponta de lápis, foi projetado para reagir apenas à luz quase infravermelha, invisível aos seres humanos. Isso porque as pessoas que têm doenças degenerativas da retina ainda conseguem perceber a luz visível, mas uma quantidade enorme de luz seria necessária para formar alguma imagem. "O resultado seria dolorosamente brilhante para os pacientes", diz Palanker. A luz quase infravermelha é invisível aos olhos e portanto pode ser captada em grande quantidade sem danos ao usuário do implante.

    Como o implante só é sensível à luz infravermelha, os cientistas desenvolveram um par de óculos com uma câmera embutida, para capturar as imagens no espectro visível, e um computador de bolso, para processá-las. O resultado é projetado na forma de radiação infravermelha, e os sinais captados pelo implante são então enviados ao cérebro. No laboratório, o dispositivo funcionou: a retina de ratos cegos foi estimulada, e os sinais alcançaram seu cérebro.

    Palanker ressalva que a solução não permite a reconstrução de imagens coloridas e a visão resultante tem uma resolução muito inferior que a normal. Agora, os pesquisadores estão procurando patrocínio para levar o implante para seres humanos. O estudo foi financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde (EUA), Força Aérea Americana e a Universidade Stanford.

    Com informações da agência EFE

 


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